URBANISMO
Três perguntas que não querem calar: 1 - Quanto tempo ainda o centro de Cianorte vai suportar a falta de estacionamento seguro e tranqüilo para milhares de veículos, cujo número e demanda aumenta todos os dias?
A pergunta é clássica porque ela abrange tanto o comerciante quanto o consumidor. Qualquer que seja a atividade procurada no centro econômico/financeiro de uma cidade, com a falta de vagas para estacionar, o cliente deixa de comprar e o comerciante fica a ver navios.
2 - Quem se habilita a criar uma lei municipal, oficializando a Área Verde - a exemplo de outros municípios em que deu certo?
Mesmo porque ao se criar uma lei deste porte, que afeta o bolso de alguns, mas que beneficia grande parte da população, ela pode se tornar “impopular” para o seu autor. Seja o executivo ou o legislativo.
3 - Como fazer?
Quem terá a coragem de tentar organizar o verdadeiro caos que se transformou o simples ato de estacionar seu carro durante o horário comercial no centro?
Em pleno século 21 Cianorte têm aproximadamente 70 mil habitantes, 40 mil veículos automotores, milhares de motocicletas, sem contar com carros e caminhões e ônibus de outros estados e municípios que trafegam pelas ruas centrais.
O comércio está se preocupando em tentar abrigar tantos clientes. “Faltam estacionamentos” é o consenso geral. Resultado: calçadas e meios-fios abarrotados com motocicletas, carros, caminhonetas, peruas, vans e caminhões de entregas, que somados é igual a consumidores e motoristas nervosos.
Diversos desentendimentos e discussões por vagas acontecem diariamente entre eles. “Fora o desconforto em dias de chuva forte, além das calçadas invadidas por construções. Muitos consumidores e lojistas reclamam com razão, alguns falam até em fazer compras em cidades próximas para evitar o stress”, afirmou para o repórter&cia um proprietário de loja no centro de Cianorte.